Estruturei incorporação e loteamento por quinze anos, e a lição que ficou não foi técnica. Foi perceber que os empreendimentos que travavam não travavam por falta de conhecimento jurídico — travavam porque a estrutura tinha sido decidida aos pedaços, cada peça na sua urgência, sem ninguém olhando o conjunto.
Quando entendi que o problema era ausência de projeto, e não de repertório, comecei a tratar a estrutura jurídica como se trata a engenharia: uma sequência de decisões encadeadas, tomadas antes, por quem entende, olhando o todo. Foi disso que nasceu o método — e, dele, o livro e o curso.
A repetição dos mesmos erros em empreendimentos diferentes revelou que a decisão era tomada sem sequência. Formalizar essa sequência em seis passos — o mesmo mapa que hoje organiza o livro, o curso e cada texto — foi o que transformou intuição em método.